De bem com a mídia: Web 2.0

Hoje a equipe Magnetize prestigiou o 2° Café com RP. Evento destinado à profissionais de comunicação e simpatizantes, organizado pelos alunos de graduação da FAAT Facudades.

O tema da vez foi Web 2.0!

O evento contou com a abertura de @thaisgermano tratando da evolução dos meios, e com uma palestra sensacional de @carolterra sobre a importância da gestão de mídias sociais para as organizações. Vale a pena conferir o conteúdo.

Acts, no ads.

Decidi reproduzir um post que acabei de ler no CHMKT, blog excepcional do Carlos Henrique Vilela, Planner da Tom Comunicação.

Trata-se da relação público x marca que vai muito além da publicidade e propaganda nua e crua.

Navegando pelo Slideshare, encontrei os slides de um breakout session sensacional que a Ana Paula Cortat, VP de Estratégia de Marca da Isobar, fez na conferência do GP de 2008. Ela, que na época ela era VP de Planejamento da Leo Burnett, tratou de um assunto muito importante: a necessidade de que as marcas assumam uma razão de existir e sejam mais úteis à vida das pessoas, ao invés de somente entreter consumidores. A palestra se chamou ‘Acts, no Ads’. Tudo a ver com o tema ‘ações valem mais do que palavras’, sobre o qual falo sempre por aqui. Vale a pena.

http://www.chmkt.com.br/2010/01/uma-apresentacao-inspiradora-pra.html

Dia 02 de Dezembro: Dia do RP!

Entendendo Relações Públicas…

A atividade de Relações Públicas é bem sedimentada no campo da comunicação e visa o aprimoramento dos relacionamentos da organização, tanto no âmbito interno como no externo. Teve início nos Estados Unidos e hoje é legalizada e reconhecida no Brasil.

As Relações Públicas, como área do conhecimento, descende em grande parte da cultura estadunidense. Porém existem muitos teóricos no Brasil que se dedicam a pesquisar e a fornecer dados para a definição dos seus paradigmas. A Associação Brasileira de Relações Públicas (ABRP), em uma definição clássica afirma que:

Relações Públicas é o esforço deliberado, planificado, coeso e contínuo da alta administração para estabelecer e manter uma compreensão mútua entre a organização pública ou privada e seu pessoal, assim como entre a organização e todos os grupos aos quais está direta ou indiretamente ligada. (PINHO, 2002, PP. 83/4)

As Relações Públicas estão diretamente ligadas aos órgãos de staff das organizações e suas ações dependem de um trabalho sinérgico entre a alta administração e o gestor de Relações Públicas. Para que sua atuação seja efetiva, seus esforços devem ser aceitos de livre vontade pelos dirigentes, a fim de não comprometer a continuidade do programa.

É inegável ainda que o conceito de públicos é o principal objeto das Relações Públicas, pois a opinião pública determina a legitimidade e a vida de uma organização. É importante que as organizações mantenham um relacionamento direto, transparente e conciso com os seus públicos. Nesse contexto, as Relações Públicas irão intermediar o diálogo entre as duas partes –organizações e público – fazendo seu papel político, administrativo e de mediador. O diálogo pressupõe que as duas partes possuam voz ativa, constituindo um processo de comunicação de mão dupla.

Não há uma homogeneidade de públicos na sociedade, pois os indivíduos são diferentes uns dos outros formando núcleos unidos por interesses afins, culturas específicas e constituindo, desta forma, uma pluralidade de públicos.

É justamente neste ponto que se fundamenta a essência de Relações Públicas e que se acentua sua diferença em contraposição a outras áreas da comunicação, assumindo sua função política dentro das organizações.

Estratégia Mc Donald’s na Europa

Foto: Divulgação

O logotipo da McDonald’s vai mudar em alguns países da Europa, deixará o vermelho e adotará o verde.

Aproximadamente uma centena de lojas da rede na Alemanha e algumas lojas da França e Reino Unido farão a mudança que tem o objetivo de caracterizar a rede como amiga do ambiente.

A rede que é perseguida por boicotes ambientalistas ou de cunho econômico (por representar a expressão da economia norte-americana) implantará a estratégia de branding por toda a Europa, além de converter todo o óleo utilizado em biodiesel. A iniciativa para a imagem social da rede parece interessante e bem válida.

Comunicação Integrada

O trabalho conjunto de todas as áreas da comunicação tornou-se essencial visto o advento da globalização que eleva cada vez mais a importância de uma comunicação eficaz e eficiente nas e para as organizações.

A comunicação integrada traduz esse trabalho conjunto, unindo de forma estratégica os processos das áreas da comunicação organizacional, onde metas e objetivos convergem num sentindo único, alinhados à política global das organizações.

No vídeo a seguir a presidente da Abracorp e professora-titular da ECA/USP, Margarida Kunsh, responde a questão: O que é comunicação Integrada?

Créditos do vídeo: Nós da Comunicação (www.nosdacomunicacao.com.br)

Entendemos por comunicação integrada uma filosofia que direciona a convergência das diversas áreas, permitindo uma atuação sinérgica. Pressupõe uma junção da comunicação institucional, da comunicação mercadológica, da comunicação interna e da comunicação administrativa, que formam o mix, o composto da comunicação organizacional. (KUNSCH, 2003 p. 150).

Estratégias de Relações Públicas e o Terceiro Setor

Estatisticamente, existem em torno de 260 mil instituições do Terceiro Setor no Brasil. Com este número, podemos observar um campo de atuação bastante promissor para os profissionais de Relações Públicas, que no Terceiro Setor, de acordo com a Professora Fabiana Moreira, podem contribuir para: proporcionar parcerias e alianças (desafio da colaboração)‏; gerar visibilidade e credibilidade (desafio da legitimidade); promover a mobilização de recursos (desafio da sustentabilidade)‏; e facilitar o alinhamento interno (desafio da eficiência/eficácia). E com as diversas frentes e ferramentas de atuação que o profissional de RP possui, ele certamente é figura chave para superar todos esses desafios.
Hoje, empresas têm se preocupado fortemente em desempenhar seu papel social de forma efetiva, uma vez que possuem consumidores e investidores mais e mais exigentes. Portanto, investir e apoiar entidades do Terceiro Setor tornou-se algo que, como se diz no corporativês: agrega valor.
É fato que esta é uma grande oportunidade de mercado profissional para Relações Públicas, bem como uma excelente expansão da categoria para outras áreas e outras frentes, promovendo as várias interfaces da profissão. Mas isto é ainda mais relevante por se tratar de uma oportunidade que resgata o papel de agente de transformação social do RP – personagem que a história do planeta está precisando.